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As perspectivas da atividade feminina no mercado de trabalho influenciado pela Inteligência Artificial

A inteligência artificial adentrou o nosso cotidiano, de um modo imperceptível, seja através de um aplicativo de celular, que reúne os dados de busca, seja com uma voz feminina que auxilia nas funcionalidades do aparelho celular.

Contudo, segundo dados da Softex¹, o setor de Tecnologia da Informação gera, aproximadamente, mais de 1,3 milhões mensalmente, e possui, ainda, um déficit de 48 mil profissionais.

Apesar da ausência de mão de obra, uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial² coletou dados que demonstram que as mulheres serão as mais afetadas pelo avanço da automação e das inteligências artificiais.

Conforme o relatório³, cerca de 1,4 milhões de empregos nos Estados Unidos serão impactados pela tecnologia, dentre eles, 57% são executados, preferencialmente, por mulheres, como assistentes administrativas e secretárias.

Numa esfera global, o Fórum prevê que cerca de 164 mil empregos correm risco de serem desocupados por humanos, com o aprimoramento de softwares de Inteligência Artificial para ocupar essas funções.

Ademais, um censo realizado pelo governo Norte Americano demonstrou que por lá, apenas, 25% das vagas do segmento são ocupadas por mulheres, que chegam a ganhar em média 10 mil dólares a menos que os homens em cargos semelhantes. Ao focarmos no Vale do Silício, a porcentagem de mulheres que ocupam cargo de chefia, como diretoria, chega a 10%.

Ainda, ao luparmos os índices das grandes empresas de tecnologia, percebemos que o Google, a Apple e o Twitter empatam em 30% no percentual de mulheres entre seus colaboradores, enquanto o Facebook tem um pouquinho a mais, aproximando em 31%.⁴

Numa perspectiva brasileira, o IBGE atráves da Pesquisa Nacional5 por Amostra do Domicílio verificou que apenas 20% dos profissionais que atuam na área de TI são mulheres, e que estas possuem um nível de instrução mais elevado que os homens do mesmo setor, entretanto, ganham 34% menos do que eles.

O cenário esculpido é ainda mais preocupante quando se observa que o cotidiano feminino é ainda mais penoso, com as adversidades já sedimentadas na sociedade, tais como, segmentação de áreas predominantemente feminina, além dos baixos salários. Conjuntamente, deve-se levar em conta que, nas áreas de tecnologias, os profissionais do gênero masculino ocupam a maior parte dos cargos.

Entretanto, há como revertermos o recente cenário, desde que se inicie, imediatamente, a inserção das novas gerações no mercado de trabalho, além de conversas públicas sobre assédio sexual e equiparação de gênero, bem como, explorar as características femininas como complementares ao trabalho feito por tecnologias mecânicas ou algorítmicas e trabalhar com as máquinas.

¹ Softex: Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro
² Fórum Econômico Mundial: https://www.weforum.org/
³ https://www.theguardian.com/inequality/2018/jan/21/technology-widen-pay-gap-hit-womens-jobs-hardest-davos-report
⁴ https://exame.abril.com.br/negocios/dino/mulheres-tem-so-20-dos-empregos-na-tecnologia-e-ganham-30-a-menos-por-que-e-como-mudar/

Bibliografia:

1 https://www.softex.br/

2 https://www.theguardian.com/inequality/2018/jan/21/technology-widen-pay-gap-hit-womens-jobs-hardest-davos-report

3 https://canaltech.com.br/comportamento/inteligencia-artificial-pode-prejudicar-mais-as-mulheres-no-mercado-de-trabalho-107298/

4 https://jornal.usp.br/atualidades/inteligencia-artificial-vai-impactar-o-mercado-de-trabalho/

5 https://www.theguardian.com/inequality/2018/jan/21/technology-widen-pay-gap-hit-womens-jobs-hardest-davos-report

6 https://exame.abril.com.br/negocios/dino/mulheres-tem-so-20-dos-empregos-na-tecnologia-e-ganham-30-a-menos-por-que-e-como-mudar/

 

 

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